domingo, 21 de fevereiro de 2010

SEQUÊNCIA PROVÁVEL DA EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE HUMANA

Processo de Hominização Ao apresentar o conceito de que todas as espécies se desenvolveram num lento processo de selecção natural, Charles Darwin, criou as bases da teoria da evolução. Os membros das espécies jovens lutam pela sobrevivência constantemente. Os mais fortes e adaptados sobrevivem e deixam descendentes e transmitem aos mesmos, atraves da hereditariedade, melhores condições para a sobrevivência da geração seguinte. Assim sendo, nós humanos, não somos expecção. Também descendemos das mais variadas espécies que foram sobrevivendo e evoluindo. Neste planeta existem biliões de espécies diferentes, sendo que algumas delas são-nos mais próximas doque outras. Compartilhamos cerca de 40% do nosso material genético com as minhocas, com 60%, como galinhas, 80% com os ratos, e com os grandes símios por cento quase cem. O património genético é identico.
Os símios são os nossos parentes mais próximos. Observando os dias de hoje, podemos pensar que somos completamente diferentes. Nós estamos a dar os primeiros passos na exploração do Espaço e os símios continuam nas árvores. Mas será que há assim tanta diferença entre nós e macacos. Os símios, são capazes de construir ferramentas e reconhecem-se a eles mesmos, conseguem perceber palavras da linguagem humana, têm memóra instantânea superior à nossa, e possuem uma linguagem com vocabulário próprio para comunicar.
Muito antes da descoberta do ADN, já sabiamos que os macacos eram bastante parecidos connosco. Entre eles, temos o orangutango. Eles partilham com os seres humanos 96,4% do seu ADN. Temos também o gorila que apesar de possuirem um aspecto rude e violento, são na verdade criaturas bastante pacificas. Eles tem até 97,7% dos mesmos genes. E os mais parecidos connosco, geneticamente, chimpanzés e bonobos. Enquanto que os primeiros são seres algo violentos, os bonobos, são por natureza despreocupados e fazem do sexo o elo de ligação entre clas. Conseguindo desta forma uma Paz entre eles. Compartilhamos com estas criaturas 98,4% do nosso material genético.
As principais razões que fizeram de nós uma espécie dominante, não só pela nossa inteligência mas também porque nos tornámos super predadores, foram o encolhimento da madíbula que permitiu uma expansão cerebral, uma postura e erecta que permitiu a libertação dos membros dianteiros por que sua vez permitiu o ajustamento do pulgar. Os primatas passaram por um processo de adaptação que começou sem Paleoceno. Muitos deles, linhas criaram linhas evolutivas que podem ter dado origem aos seres humanos. O Tchadesis Sahelanthropus, viveu à cerca de 7 milhões de anos. Ao Possuir caracteristicas bastante parecidas com os símios e uma dentição muito aproximada com os hominídeos mais recentes, o tchadesis Sahelanthropus pode ser o elo perdido entre nós e os macacos. Possuíam um volume encefálico com pouco mais de 300 cm3. O Tugenesis orrorin apareceu 1 milhão de anos depois. São escassos os fósseis destes individuos mas há quem especule que estes seres tinham já uma forte tendência para o bipedismo.
Seguiu-se o Ardipithecus ramidus. São igualmente raros os vestígios fossilizados deste nosso antepassado. Sabe-se contudo que ele tinha uma postura mais erecta mas tal como o chimpanzé, ainda se deslocava sobre os quatro membros. Pensa-se que esta espécie, andou pelo nosso planeta há cerca de 5 milhões e meio de anos atrás. Cerca de 1 milhão de anos mais tarde apareceu o Ardipithecus ramidus. Possuía uma caixa craniana de cerca de 400 cm3. Julga-se que fosse bípede, embora ainda com uma postura muito curvada. Também é de destacar o formato dos dentes caninos destes individuos que eram bastante parecidos com os nossos. Mas obviamente, os caninos do Ardipithecus ramidus eram um pouco mais avantajados. Há 4 milhões de anos apareceu o Australopithecus anamensis. Os fósseis encontrados revelam que este é o mais antigo do seu genero, até hoje encontrado. Não havia grande diferença no volume cerebral quando comparado com os seus percurssores. Eram completamente bípedes e possuíam uma postura bem mais erecta que os primeiros hominídeos. É muito provável que este hominídeo seja descendente directo do Ardipithecus ramidus.
Meio milhão de anos depois apareceram o Australopithecus afarensis e o Platyops kenyathropus. Os seus cérebros tinham um volume de 500 cm3. Na realidade é um pouco mais que os actuais chimpanzés. A sua altura não passava do metro e meio. Notava-se nestas criaturas uma postura muito mais erecta.
Na sequência dos australopitecos aparece o Australopithecus africanus. Pensou-se, durante muitos anos que seriam estes os nossos antepassados que fizeram uma ponte entre Homem e macaco. Tudo isto antes de se descobrir os fósseis dos hominídeos acima descritos. Tal como o nome indica, este hominídeo nosso ancestral, viveu em África há cerca de 3 milhões de anos atrás. Possuiam ainda maxilares muito salientes, embora fosse uma dentição composta por três tipos de dentes, tal como, na dentição humana. O Australopithecus africanus era parcialmente desprovido de pêlo. Em consequência disso, o pigmento de tom escuro, a melanina, apareceu nestes seres em quantidade suficiente, o que permitiu suportar o calor da África equatorial.
Durante quase um milhão de anos existiu o Australopithecus garhi. Palentólogos e antropólogos, acreditaram que tinham descoberto uma ligação entre dois gêneros, Australopithecus e Homo. Só que ainda existem poucas provas científicas, capazes de demonstrar essa ligação. Embora tivessem uma massa encefálica que pouco ou nada evoluiu, quando comparado com os seus antecessores recentes, o garhi já era capaz de utilizar ferramentas em pedra.
Do pouco que temos certeza é que o género Australopithecus foram contemporâneos do género Paranthropus. Os dois eram géneros semelhantes mas nota-se uma ligeira diferença no volume de caixa craniana de ambos.
O Homo habilis viveu e evoluiu na parte sudoeste do continente africano, até há cerca de 1 milhão e 800 mil anos atrás. É o nosso ancestral mais antigo, dentro do género Homo, encontrado até hoje. Utilizava ferramentas produzidas com os mais variados materiais. Aprendeu a produzir e a dominar o fogo, fazendo deste a sua tecnologia de ponta e também a primeira arma de destruição em massa. Foi o primeiro a consumir carne e ao fazê-lo desenvolveu um instinto caçador, embora no princípio da sua existência fossem necrófagos. Com tantas descobertas e invenções por parte destes indivíduos não é de admirar que eles tenham sido os primeiros a colocar as três célebres questões: "Quem somos? De onde viémos? Para onde vamos?". O que é de admirar é que o Homo habilis não possuia uma postura completamente erecta e disponha apenas de 600cm3 de massa encefálica!
Seguidamente apareceram o Homo erectus e o Homo ergaster. Este último também denominado de Homo erectus ergaster. Ambos co-habitaram na Terra há 1 milhão e meio de anos atrás. Possuíam cérebros significamente maiores, com aproximadamente 1.000 cm3. Utilizavam ferramentas melhor elaboradas . E utilizavam o fogo para cozinhar. Para além de serem os primeiros uma saírem do continente africano, colonizando o europeu e asiático.
Há cerca de 1 milhão de anos o Homo heidelbergensis terá sido o primeiro hominídeo a conseguir falar. Possuía um cérebro com volume de 1350 cm3. É muito provável que se ainda hoje, o heidelbergensis, estivesse presente entre nós, também gostasse de jogar PlayStation ou de viajar pela net, entre outras coisas mais. Este hominídeo vivia em sociedade, embora ainda de forma muito arcaica e tinha rituais culturais e religiosos. Eram criaturas robustas e altas, talvez um pouco menos que o Homo neantderthalensis.
A partir daqui houve duas ramificações novas. Uma deu origem ao Homem de Neandertal, a outra criou o Homo sapiens. O primeiro extinguiu-se à cerca de 30 mil anos. A hipótese mais plausível, para o sucedido como foram condições climáticas que mudaram bruscamente. E assim o sistema imunitário não estava preparado para enfrentar novos parasitas e vírusque encontraram no aquecimento um ambiente satisfatório. Pensava-se que nós eramos os seus descendentes directos. Mas devido a recente descoberta do mapa do genoma humano, essa teoria foi completamente posta de parte. Esta confirmação foi apresentada através das análises ao efectuadas ao YD mitocondrial e cromossomal Y e que prova que geneticamente ambas as espécies não eram compativeis. O Homo neanderthalensis tinha um cérebro que rondava os 1600 cm3.
O Homo sapiens apareceu há 200 mil anos. O volume cerebral pouco passava do Homem de Neandertal. Foi a única espécie a sobreviver e a expandir-se por todo o planeta, dando origem à subespécie Homo sapiens sapiens. Quem sabe, se nós também, não nos expandiremos pelo Universo. Isto se não andarmos todos à porrada e nos destruirmos a nós mesmos ... Pelo menos temos a obrigação e o dever, de continuar à procura de novos mundos, pois o nosso cérebro tem mais de 2000 cm3 de volume ... E seria uma perda de tempo e neurónios se utilizarmos esta poderosa máquina na satisfação do nosso ego mesquinho!

3 comentários:

  1. Bom dia ,
    Vi o teu post no meu blog O global da Representação.
    Vou acompanhar os posts do seu blog...
    A referencia ao Homo Sapiens e a sua evolução é uma tematica interessante apesar de enigmatica....
    Boa inspiração :)

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  2. Procure um Professor de Língua Portuguesa para editar este seu artigo.

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  3. como vou fazer um trabalho e prestar atenção no artigo se tenho q ficar fazendo correções ortográficas ?!

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